Sua
empresa é pior do que você imagina
Uma
pesquisa inédita mostra que a maior parte das empresas brasileiras
acredita que presta um ótimo serviço a seus consumidores.
Na prática, um abismo separa autoimagem de realidade.
No
final da década de 90, profetas dos negócios, como
o americano Michael Hammer, passaram a afirmar que o mundo estaria
entrando numa nova era, a da chamada economia do cliente, uma
espécie de éden no qual todo o poder estaria nas
mãos do consumidor. “Não são mais os
clientes que imploram por bens escassos. Agora são os vendedores
que andam desesperados em busca de clientes”, pregava Hammer,
conhecido como o pai da reengenharia. Passados mais de dez anos,
sua profecia parece não ter se cumprido. Aqui e em todo
o mundo, consumidores continuam se sentindo mal atendidos, abandonados
e, muitas vezes, traídos pelas companhias que supostamente
estariam a seus pés. Os discursos que exaltam o “foco
no consumidor”, a “satisfação total”
e o “cliente sempre em primeiro lugar” continuam em
alta nos modismos corporativos. Tudo muito bonito e politicamente
correto. Quem ousaria dizer o contrário? Na vida real,
porém, as coisas costumam ser bem diferentes. É
o que mostra uma pesquisa elaborada por EXAME e pelo Instituto
Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC). O estudo, realizado
entre abril e dezembro de 2009, com base em entrevistas com mais
de 3 000 pessoas em todo o país e em pesquisas sobre as
práticas de relacionamento de 100 companhias, aponta as
dez empresas com melhor atendimento aos clientes e as dez com
pior desempenho. Tão ou mais importantes do que a lista
são as conclusões que podem ser tiradas da pesquisa
– e que servem para qualquer empresa que mantenha relações
diretas com o mercado. A fotografia que surge mostra um profundo
abismo entre a imagem que as companhias têm de si mesmas
e o que os consumidores pensam delas. Quase todas as empresas
– 98%, para sermos mais precisos – afirmam ter uma
estrutura eficiente de atendimento. Mas 23% dos consumidores entrevistados
disseram não ter sido bem atendidos por nenhuma companhia
nos 12 meses anteriores à pesquisa. Ne-nhu-ma.
Fonte:
Por Malu Gaspar | 17/03/2010 – Revista Exame
Cuidados
com sua empresa
| Como
anda o seu nível de satisfação dentro
da sua empresa? |
Foto: Google 
Como anda o seu nível de satisfação dentro
da sua empresa? |
Um
bebê foi encontrado em cima da mesa do chefe ao amanhecer.
Quando
ele chegou, o assunto já era notícia, veiculado
pela "rádio-corredor". Ele ficou indignado e,
imediatamente, nomeou uma comissão para apurar se o "achado"
era de responsabilidade de alguém da casa. O diretor emitiu
a seguinte comunicação interna:
De:
Diretor
Para: Recursos Humanos
Acusamos
o recebimento de um recém-nascido de origem desconhecida.
Formem
uma comissão para investigar.
Sugiro que a investigação se atenha a dois pontos
básicos:
1-
se o recém-nascido é produto doméstico da
empresa.
2-
Se algum funcionário está envolvido com o assunto.
Depois
de um mês de investigações, a comissão
enviou ao diretor a seguinte mensagem:
De:
Comissão de Investigação
Para: Diretor
Depois
de quatro semanas de investigações, concluímos
que o bebê não pode ser produto desta empresa, pelos
seguintes motivos:
1-
Na nossa empresa nunca foi feito nada com prazer ou amor.
2-Aqui
nunca foi feito nada que tenha pé, nem cabeça.
3-
Na nossa empresa jamais duas pessoas colaboraram tão
intimamente entre si.
4-
Em nossa empresa jamais foi feita alguma coisa que ficasse pronta em
nove meses.
5-
Nunca, aqui, ousaria oferecer, o que quer que fosse, aos membros
da diretoria.
Esta
é uma excelente história para levar sua equipe a
refletir sobre como anda o nível de comprometimento das
pessoas, como anda o prazer de estar e fazer parte dela.
As
empresas não podem cair na armadilha de se preocupar apenas
em conquistar clientes e esquecer de que a satisfação
deles está condicionada, antes de qualquer coisa, em conquistar
as pessoas que cuidam deles.
Se
os colaboradores são importantes, automaticamente, eles
colocarão o cliente em primeiro lugar;
É
uma questão de causa e efeito.
Muitas
empresas criam canais de comunicação com seus clientes
externos (SAC), mas se esquecem de fazer o mesmo com relação
aos seus clientes internos.
Investem
pesado na melhoria dos seus produtos, mas não são
tão cuidadosos com relação aos seus serviços,
tanto prestado internamente como os oferecidos ao consumidor final.
Infelizmente,
em muitas empresas, as pessoas nem sempre são respeitadas
em sua individualidade.
Muitos
gestores se esquecem que eles não têm subordinados,
têm sim, pessoas cuja única diferença em relação
a eles está no tamanho da responsabilidade.
Esquecem
que hierarquia não se faz em cima de privilégios
e sim por graus de responsabilidade.
Esquece-se
que o fato de ser gestor não significa que seja melhor
ou pior do que qualquer um de seus colaboradores.
Talvez,
como pessoas, muitos deles, os colaboradores, sejam até
melhores.
O
fato é que a luta pelo poder está brutalizando o
ser humano e a palavra “cooperação”
foi substituída por uma competição desenfreada
que leva as pessoas a destruírem-se a si mesmas no inveterado
intuito de atingir o que para elas significa sucesso.
Infelizmente,
a maneira como constroem o seu sucesso é agressiva e a
vitória é saboreada, na maioria das vezes, a sós,
em razão do medo que se tem do adversário.
Atitudes
como estas podem levar a conclusões idênticas às
da investigação da brincadeira do bebê.
Uma
empresa onde as pessoas não trabalham com prazer e as palavras
colaboração, espírito de equipe, comprometimento
e outras não fazem parte de seu cotidiano.
Logo,
vital para toda empresa que quer obter sucesso e se manter em
alta no mercado é investir na obtenção de
um clima organizacional harmonioso.
A
pergunta a ser feita é:
As
pessoas estão satisfeitas e trabalham com prazer em minha
empresa?
Perguntinha
difícil de responder e mais difícil ainda de fazer.
A
fuga a estas questões podem se transformar em uma verdadeira
tragédia, pois as respostas poderão contrariar tudo
aquilo que se imaginava a respeito de como anda o ambiente de
trabalho na empresa.
Somente
para relembrar, clima organizacional pode ser conceituado como
uma ferramenta administrativa, integrante do Sistema de Qualidade,
utilizada para medir e apurar o grau de satisfação
dos colaboradores da empresa perante determinadas variáveis.
Assim
como nas previsões do tempo meteorológico feito
pelas “meninas do tempo” nas diversas redes de televisão
onde você pode prever intempéries futuras, o Clima
Organizacional também pode prever o futuro da organização,
onde se pretende chegar e sob quais condições.
Logo,
cuide bem dos colaboradores de sua empresa para que eles possam
trabalhar com prazer e amor pelo que fazem e possam colaborar
uns com os outros na busca de atingir os objetivos que são
comuns a todos.
Pense
nisso!
Fonte: Portalodia.com